Se perdeu…
Vivemos a era dos achados e perdidos. Por sinal, bem mais perdidos do que achados.
Sim, perdidos… acho fantástica essa analogia. No fim, que adjetivo abrangeria melhor o que acontece hoje? Mais do que nunca os princípios estão perdidos, a individualidade está perdida, a originalidade então… clama por socorro!
Redes sociais funcionam como catálogos (quando não como cardápio), onde “ser mais legal que o próximo” é lei, e a sensação de viver mais pelo outro do que por si mesmo parece crescer e envolver a todos como uma onda estratosférica, porém silenciosa, e sem pontos de fuga.
Ok, isso não é sentimento novo do ser humano. Desde sempre tentamos nos destacar no meio de tantos e tantos como nós… mas desde quando isso significa ter que pisar e cagar na cabeça do próximo? Sim, a palavra é cagar, pois quero dar justamente esse sentido sujo e repugnante para tal atitude.
Pois é, vó, tu que sabia das coisas! “Quem vê cara não vê coração”…
E coração é o que mais se acumula nas salas de achados e perdidos, criando teias na espera de donos que nunca aparecem.


